28 setembro 2007
Coisas que odeio...coisas que adoro
A idéia não é minha, mas do Angeli. Suas tiras na Folha de S. Paulo (uma das poucas coisas boas deste jornal) eram de uma sacada excelente, e traziam uma série: 'duas coisas que odeio e uma que adoro'. Por que não copiar? Afinal todos nós temos mais coisas que odiamos do que adoramos, não é mesmo. Então, meus caros, mandem vocês também suas considerações e coisas que vocês odeiem e adorem. Não precisam ser duas e uma, podem ser quantas quiserem. Para abrir, vamos lá!
Duas coisas que odeio:
1- Odeio a tal da gravata do noivo em casamentos. Nunca tenho grana.
2- Odeio os cumprimentos dos noivos e parentes no altar. Cheira falsidade.
Uma coisa que adoro:
1- Adoro beijar a noiva!
06 setembro 2007
Arautos e alfarrábios
O texto a seguir foi chupado descaradamente do blog do Mino Carta. Como penso exatamente a mesma coisa, "chupinhar" não faz mal. Créditos ao Mino (http://blogdomino.blig.ig.com.br/).
A leitura dos jornais pátrios não ensina a escrever bom português, não nos põe em contato, por mais tênue, com o mundo, mas revela o pensamento da dita elite brasileira, a incluir os intelectuais chapa preta. Fernando Henrique Cardoso, que figura com destaque nas duas categorias, adverte soturnamente o País a respeito das ameaças claramente desenhadas pelo recém-encerrado Congresso do Partido dos Trabalhadores.
Debates e conclusões, diz ele, exibem o propósito de promover uma Constituinte destinada a sacramentar o terceiro mandato de Lula. O projeto, segundo FHC e seus arautos, é de evidência solar. Ponto e parágrafo. Não há como contestar serem estas as intenções de Lula. Confesso meus limites. Por mais que me esforce, não consigo sintonizar minha modesta visão com aquela do príncipe dos sociólogos e dos grandes analistas da imprensa nativa.
Receio, entre outras coisas, que não contem com a prepotência e a incompetência dos senhores e a resignação do povo. Até hoje, explicam a ausência de um projeto capaz de aproveitar as dádivas extraordinárias que a natureza conferiu ao Brasil. E mais, o fato de que, com o primeiro governo da chamada redemocratização, não houve uma verdadeira Constituinte, e sim uma assembléia de meio período, nem carne nem peixe.
Ainda faltam condições para agir segundo o autêntico espírito democrático. O Congresso vai para casa e os constituintes, eleitos em todo o território nacional, em lugar de representar seus estados, cumprem sua tarefa sem sofrer pressões e injunções partidárias.
Quando, perguntaria Santa Joana na versão de Shaw, este Brasil estará preparado para enterrar a oligarquia? Resta anotar que FHC, com sua advertência, reconheceu oficialmente o appeal popular de Lula, o carisma, a empatia. E esqueceu ter sido ele quem mudou as regras no meio do jogo.
Os herdeiros da UDN, hoje transmudados em aves incapacitadas para o vôo, têm medo do Sapo Barbudo. Mesmo porque sabem que Lula, se quiser, e cuidar de melhorar seu desempenho, fará seu sucessor. Digo melhorar desempenho porque, sempre na minha modesta visão, o segundo mandato consegue ficar abaixo da nota 6 merecida no primeiro.
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